quinta-feira, 19 de julho de 2007

Barrada no Pan

“Declaro abertos os Jogos Pan-Americanos”, disse o presidente do CO-Rio, Carlos Arthur Nuzman. Mas essa frase não era para ser do Presidente da República?? Bom, deixa pra lá... A pergunta é: eu não deveria estar lá dentro nesse momento?? Pois é, o “x” da questão está justamente no “deveria”... mas não estava...

Aos fatos! Mas, antes de mais nada, não esqueçamos que estamos no Rio de Janeiro e nesse fatídico momento, havia uma Lorena Dechamps lá dentro, na área de imprensa, mas que seguramente não era eu.

O dia começou atropelado... o pato não tocou sua corneta porque acabou a pilha e o filme da madrugada na noite anterior era imperdível. Enfim, o óbvio aconteceu: perdi a hora! Quando acordei já passava das 11h, enquanto eu já deveria estar na redação desde 9h para antecipar algumas matérias e sair correndo para a abertura do Pan. Pronto, os meus “Jogos Desastramericanos” estavam abertos! Banho de gato, mergulho na primeira roupa avistada, salto triplo para alcançar a bolsa, duplo twist carpado para brigar pelo bronze no trânsito paulistano do Rio de Janeiro em tempos de Pan.

Redação, gritos do editor, pessoas insanas, hora de ir para o Maracanã. Credencial em mãos, lá fui eu no carro do jornal! Depois de um inferno astral, finalmente estava na boca do gol, quando percebemos que ficaríamos horas parados próximo ao Maraca sem conseguir chegar. A solução foi deixar o seu Maneco se virar com o carro e eu exercitaria mais uma modalidade esportiva: corrida com obstáculos (entenda-se ambulantes) até a entrada. Enfim, cheguei!

Encontrei a entrada de imprensa e lá fui eu apresentar a minha credencial para entrar. Credencial? Onde está a credencial? Essa não... esqueci no carro!!! Como assim, esqueci no carro??? Dechamps, você é monga ou o quê??? Tudo bem, vamos para o revezamento, obviamente sem ter com quem revezar, e fazer todo o percurso de novo para encontrar o carro do jornal no meio do engarrafamento... alguns minutos passados, lá estava!

- Seu Maneco, esqueci a credencial!
- Ai, ai, ai, Lorena... só você mesmo.... dê uma olhada no banco...

Revirei, revirei, lá estava ela! Reluzente ao lado da porta. Ufa! Vou pendurar isso no pescoço logo para não me enrolar ainda mais. Feliz, lá fui eu de volta encarar a multidão de ensandecidos! Tudo seria perfeito a partir de agora se a dez metros da entrada três pivetes não viessem me render com um canivete para entregar tudo!

- Perdeu, tia... passa tudo!
- Como assim “passa tudo”? Está louco?
- Quietinha... bolsa, celular, passa tudo....... senão, já sabe!
- Olha só, não posso te entregar nada disso... não tem nada de valor aqui mesmo... preciso entrar, mermão...
(ou isso, ou em vez de dar a notícia, vou virar notícia! Nossa.. já estou vendo a manchete: “Jornalista esfaqueada na entrada do Maracanã”)
Quando já estava me rendendo, as pessoas ao redor gritavam: pega ladrão!
Em segundos, dois policiais já estavam em cima dos moleques...
Ufa! Escapei por pouco!

Seria apenas uma aventura se o menor infrator não tivesse arrancado a credencial do meu pescoço antes de sair correndo da polícia! Essa não! Pronto, agora de que me adianta celular, bloco, câmera fotográfica, se o principal eu não tenho: a maldita credencial?? Fui até a entrada, apresentei a carteira do jornal, mas de nada adiantou. Fui barrada no Pan! Mas como dizer isso para o editor velhaco?

Já sei! Olha lá o boteco transmitindo tudo! Sento lá, peço uma caipirinha e apuro tudo da televisão! Uhu! Matéria salva! Que idéia brilhante!

- O Sr. pode me arrumar uma mesa, o mais próximo possível da televisão?
- Olha, essa área já está lotada. O ingresso para as mesas externas custa R$ 30,00.
- O que???? R$ 30,00 nas mesas externas?
- Vai querer uma?
- Como tem coragem de cobrar entrada no bar? E ainda para ficar do lado de fora?
- Ué, os táxis estão com bandeira 2 por causa do Pan, os flanelinhas cobram R$ 15,00, estacionamentos de shoppings triplicaram os valores. Por que eu não posso cobrar entrada para o meu bar? Estamos no Pan, minha senhora!
(e pensar que ele tem razão... infelizmente estamos no Pan... quer dizer, eu até deveria estar, mas...)
- Tudo bem, fazer o que, não é... mas tem como, pelo menos, aumentar o volume? É uma longa história, moço. O fato é que não posso perder nada da transmissão.
- Olha, diante do seu desespero, vou tentar colocá-la na mesa de uns turistas paulistas que não conseguiram ingresso e estão na área vip...
(área vip... pensem isso.. área vip num boteco! Não vou nem tentar descrever do que se trata..)
- Tudo bem...
- Mas ali são R$ 60,00.
- Mas isso é exploração!!!!!!!!!!
- R$ 60 ou nada!
- Está bem... aceito.

Lá fui eu para a mesa dos paulistas... os momentos com eles já renderiam uma outra história... pelo menos consegui fechar a minha matéria. Quanto às fotos, vou entrar em contato com alguma agência que tenha feito e compro as imagens, fazer o que?

É isso...

- Mesa vip no boteco para ver o Pan – R$ 60,00
- Duas caipirinhas – R$ 13,00
- Fotos compradas da Reuters – R$ 500,00
- Fazer a cobertura do Pan, no boteco da esquina, na mesa de paulistas – não tem preço!

terça-feira, 15 de maio de 2007

Pensei que poderíamos SE conhecer...

Aha, para quem pensa que coisas malucas só acontecem com Lorena Dechamps, eis a prova contrária!! Abaixo, o relato enviado por uma amiga - cuja identidade obviamente irei preservar - também baseado em fatos reais... acreditem: o mercado está escasso!!!


Segunda-feira, depois de um festejante Dia das Mães, entre um texto e outro, entre uma teclada e outra com a amiga pelo MSN, eis que surge um estranho no meu Messenger. Sorrateiro, dizendo que viu o meu perfil no Orkut e me achou uma gracinha. Logo fiquei toda entusiasmada. Afinal, nem tudo esta perdido, pensei eu. Depois que não deu certo o chopp com o carinha... O ego como, massageado. Disse que morava no mesmo bairro que eu. Perguntei em qual rua. Senti o seu embarassamento ao dizer que morava próximo a uma comunidade. Até que não agüentei e resolvi perguntar.

Você mora na comunidade X?
Ele responde:
- Sim, por quê? Algum preconceito?
- Claro que não, porém assustada. Então continuei.
- O que você faz da vida? Trabalha, estuda?
- No momento estou de férias...... Rolou um silêncio de minha parte, mas como não agüento...
- Férias por prazo indeterminado ou determinado? Não respondeu. Respondeu que era guardião de piscina e que tinha um grupo com uns amigos. Grupo? Mas uma vez assustada, pensei: só pode ser de pagode.
- Vocês tocam que tipo música? Eu adoro música, tentando ser a simpática.
- Ah... uma mistura de samba, pagode, swing, rock, mpb, entre outros que não me lembro no momento. Que grupo é esse que toca de tudo? Ou é para festinhas de formatura ou então não toca nada.
Aí veio a pergunta crucial: Você tem namorado? É casada ou esta solteira?
- Namorando.
- Há quanto tempo?
- Um ano.
- É que eu estou à procura de um amor. Então achei você no Orkut e pensei que poderíamos SE conhecer.
A simpática novamente: Você acha que poderíamos NOS conhecer?
- Isso mesmo. E não acusou o golpe. Vi sua foto no Orkut. Como diz uma amiga minha, ele é “pegável”, mas não vai dar não. Prosseguindo, disse ele: - Mas você é fiel ou não? Vou mandar a real. É porque estou afim de beijar na boca e namorar gostoso. Um minuto de silêncio. Pára tudo! O cara estava a fim de rachar a minha cara. – Bom, mas o que combinamos é que poderíamos NOS conhecer (que era para ele não esquecer do português, que não é o da padaria). E ele: - É... mais que te achei intereÇante. Bom, nessa hora eu já estava toda contorcida na cadeira, mas como às vezes o espírito da Madre Tereza de Calcutá me absorve, resolvi continuar o assunto. – Legal. IntereSSante é uma boa conotação. Prosseguindo.... aliás, não teve prosseguimento. Tive que sair da minha mesa, para ir à sala do chefe e logo ali acabou o assunto. Acho que naquele momento a ficha caiu ou a casa caiu.

sábado, 12 de maio de 2007

EU SOU A MULHER DA SUA VIDA

Ufa! Chegou o final de semana! Sem pato tocando corneta, sem velho ranzinza para encher a minha caixa postal, sem lero-lero de político na minha cabeça. Acordei tarde e passei o dia no cabeleireiro, hora de fazer as patinhas! Afina de contas, como diz aquela pessoa de cabelos emaranhados, hoje tem aquele “bate-coxa” básico, né? Já fiz todos os contatos, Laurinha e Joana já estão chegando aqui em casa. Vamos fazer uma pré-night e partiu triângulo e zabumba!

A pista está cheia, a noite promete. Olho ao redor e nada me parece interessante. Vamos pegar uma mesa e começar os trabalhos. Cochichinhos a parte, avisto um espetáculo bem na minha frente, na beira da pista. Gente, meu número! Vamos traçar o plano de ataque. Tudo seria mais fácil se não existisse uma branquela magérrima, vestida de roxo, contaminando o meu alvo. Pensar, pensar... o tiro tem que ser certeiro. Já sei, vou mandar um bilhete.... essa estratégia é infalível! Papel e caneta nas mãos: “Eu sou a mulher da sua vida. Me liga: 9998.5456”. Pronto! Agora, o próximo passo: quem vai entregar? Até que se aproxima um tiozinho vendendo amendoim. Ah, é ele mesmo!

- Moço, eu tenho uma missão para você. Caso de vida ou morte, hein.
- Sim senhora, como posso ajudar?
- Está vendo aquele rapaz ali, de camisa azul?
- hum... não estou vendo..
- Ali, do lado da menina de roxo...
- hum....
- Moço, qual a possibilidade de pegar os óculos que estão bem na sua cabeça e colocar na cara?
- Ah sim... agora vejo quem é.
- Então, entregue esse bilhete, discretamente, mas só depois que a branquela de roxo sair dali.
- Está bem.

Comprei um amendoim para fazer uma média e ficamos nós três observando a atuação do tiozinho. Quem se lembra do filme “O tubarão”? E aquela parte do bichão rondando o barco em círculos? Pois é, essa era a cena que avistávamos da nossa mesa, o vendedor do amendoim rodeando a vítima até a perua sair dali. Ela sentou, é agora ou nunca, pensei! Amendoim-man leu meus pensamentos. Entregou o bilhete. Ai meu Deus, agora não tem mais jeito... ele está lendo... e para completar, vejo vir em minha direção o homem do amendoim! “Não se aproxime de mim”! , falei entre os dentes...

Ele está procurando a autora louca do bilhete... caramba, virou para a nossa direção. Que ótimo! Todas as provas do crime nas mãos: amendoins, caneta e celular... preciso sumir!! Saí correndo para outra direção. Me livrei das provas e retornei à mesa com a classe da princesa de Mônaco! “O teu celular vai tocar”, disse a Laurinha, “Vai nada... ta maluca”? Menina, não é que vibrou... e agora? Chegou um torpedo. “Onde você está”? Respondi: “mais perto do que você imagina”. E ficou nesse troca-troca, até a bateria da pessoa acabar... Fala, isso é hora da bateria do celular do garoto acabar?? A minha última mensagem foi: “me encontre na parte de cima”. E parti para lá. Com visão privilegiada, só vejo o pobre coitado trocando a bateria com um desconhecido do lado.... que constrangedor! Tudo bem, força na peruca! Não posso entregar os pontos agora. No que eu olho ao redor, só tem eu na parte de cima do bar... hora de sumir!!!

Voltei para a mesa e lá estava a pessoa perdida. As horas passaram, ele não me achou e perdeu a noite. Acabou no zero a zero... e eu também, é verdade! Hora de ir embora, mandei o último torpedo: “que pena que sua bateria acabou! Você perdeu a chance de conhecer a mulher da sua vida!”. Não bastasse tudo isso, a pergunta que não quer calar: quanto tempo ele vai demorar para pegar o recado? Hum... lei da física: dependendo do tempo que demorar para responder, teremos uma noção de onde ele mora. Esse é um dado importante. Chego em casa, tomo banho, coloco meu pijama... até agora, nada! Gente, qual o paradeiro da pessoa?? Uhu, Nova Iguaçu?? Mais longe, talvez... que meda!!!

Hum, nesse momento começo a colocar em dúvida a minha afirmação. Sabe, acho que nem sou a mulher da vida dele... Esses equívocos acontecem, né? Não sei, mas acho que eu era a mulher da vida do carinha do lado... será? Bom, a solução é dormir e me convencer de que, por enquanto, não sou a mulher da vida de ninguém. Antes solteira do que cultivando legumes num sítio qualquer, com aventalzinho amarrado na cintura...

Boa noite!
Obs: texto baseado em fatos reais. Amiga... essa história não podia passar em branco!!!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Estado Civil: quase criando gatos

Profissão: Repórter (não… não se trata daquele quadro do Fantástico, com recém-jornalistas maquiadas e cabelos esticados. Sou repórter, aquela de redação, vulgo, assalariada... vou mais longe: fudida!)
Estado Civil: a esperança é a última que morre

Nos dias como hoje penso nas sábias palavras do meu pai: “jornalismo não é profissão, você tem que fazer Direito”. Mas resolvi fazer “esquerdo”, né? Que remédio?!

Tudo começou aos 14 anos, quando achei que a afinidade com a escrita faria de mim uma daquelas jornalistas de destaque, aquele tipinho que vemos nos filmes, entranhadas em matérias investigativas, nas quais se tem de fato o compromisso com a verdade. Isso, aquele juramento que se faz quando o suado canudo está, finalmente, em suas mãos. Adolescente imbecil que me levou por esse caminho! O tal “compromisso com a verdade” só se faz efetivo nas telas de cinema e nos best sellers ingleses.

Rio de Janeiro, 10 de maio, 7h30 da manhã, segunda-feira. Aquele maldito pato já está tocando a sua corneta infernal!! O que?? Se eu crio patos na metrópole mais violenta (nas páginas dos jornais, porque a realidade é outra) do país? Não... ainda não cheguei a esse grau de insanidade. O pato desgraçado que toca uma ensurdecedora corneta às 7h30 da manhã é um despertador mesmo. Ainda calo a corneta desse bicho!! Pulo da cama como se fosse para a guerra, calço as minhas pantufas rosa, com cara de porcos – com a cara tão sujinha como tal - abro a janela do quarto e me deparo com uma garoa quase paulista. Que maneira poética de começar o dia!! Procuro o Cristo da minha janela, acho que ele ainda está debaixo dos cobertores brancos quentinhos... o Cristo sumiu!!! E quase penso em fechar a janela e voltar para os meus, mas imediatamente lembro da cara daquele editor ranzinza controlando meus horários e deixo a idéia brilhante para o próximo domingo.

O melhor a fazer é tomar um bom banho quentinho para substituir aquela cara amarrotada por uma, no mínimo, apresentável. Saio do banheiro, pego o celular, sete ligações perdidas do Sr. Ranzinza. Eu mereço! Não vou ligar agora... está frio, tenho que me vestir. Não, nada daqueles terninhos interessantes, batonzinho, imagina... é um jeans surrado mesmo, com uma Hering básica para não chocar as mocréias descabeladas da redação. Anota ai: isso não se aprende na faculdade de Jornalismo – “Como ficar feia em 20 minutos”. Tudo certo, agora só falta o tênis. Melhor pegar os recados do celular.

- Você três novas mensagens. Tecle 1 para ouvir suas mensagens (será??), 2 para armazenar (nem pensar!!), 3 para apagar (opção 3 now!!!!!!!!!!!!!!). Primeira mensagem: “Lorena, já falei para não dormir com essa droga desse celular no silencioso! 24 horas no ar ou muda de profissão!!! Me liga urgente”. Tudo bem, bom dia para você também. Segunda mensagem: “Qual é a possibilidade de você atender esse maldito celular”??? Sim, dormi muito bem, sonhos lindos! Terceira mensagem: “Desisti! Já que não atende mesmo, espero que em algum momento do seu dia resgate essa mensagem. O governador vai anunciar medidas emergenciais para combater a violência no Rio. Coletiva de imprensa no Palácio Guanabara, às 8h. Está na sua mão. Quero a matéria por telefone para abastecer o site. Nem sonhe em não pegar esse recado!!!!!!!!!!”. Agora me fala, ele não poderia ter desistido?? Seria melhor para ambas as partes!

Meu Deus! Já são 8h10. Nesse exato momento eu já deveria estar lá. Tudo bem, não se desespere, pense em coisas boas, lembre-se daquela cena do filme “A Noviça Rebelde” e tudo ficará bem! Corrida contra o tempo, cheguei. O homem está começando a falar agora. Mais de 20 minutos passados, até agora nada de grandioso... blábláblá... nada de interessante que justifique passar a matéria por telefone, então, rumo à redação.

Fechar a matéria, checar os e-mails, atender assessores chatos que acham que vão emplacar o estilista que faz roupas de vegetais – detalhe: na editoria de Cidade – enfim... dia que segue... Quase 8 da noite, ainda estou aqui. Realmente, tudo o que sonhei para mim! Saio da reunião de pauta, vou olhar as minhas ligações. Caramba! Esqueci completamente!!!!!!! Não, eu mereço estar no estágio “a esperança é a última que morre”! Marquei um choppinho às 20h com aquele gatinho universitário que conheci no forró no final de semana. Bicho-Grilo, é verdade... cabelos emaranhados, gíria de surfista, mas tudo bem... afinal de contas, é do sexo oposto e dança com a competência de um sambista da Mangueira! É isso, partiu!

Acho que ele espera um pouquinho, né? Vou passar em casa, arrancar o “uniforme” e partir para o abraço (y otras cositas más...)! Ufa! Estou linda, pronta para o abate! Nunca me produzi tão rápido... estou ficando PHD nisso! Melhor ligar para o gatinho para dar uma satisfação do atraso.

- Alô?
- Rodrigão?
- É isso aí... quem é?
- Oi, é a Lorena... estou te ligando para me desculpar pelo atraso... já estou chegando!
- Pô gata, tu num pegou meu recado não?
- Desculpe! Vi que você ligou, mas tive um dia de cão... vim para casa direto me arrumar, já estou saindo....
- Fala sério, gata... vai rolar aquele choppinho não...
- Não??
- Pô, mandei o papo reto aí pro teu celula.... minha mãe achou as pontas do cigarrinho de erva... daquele... tu é jornalista... ta ligada no que to falando, ta não?
- (silêncio perplexo)
- a casa caiu, mana! O tempo fechou aqui em casa... vou ter que dar uma moral por aqui.... fica pra próxima ae, gata... foi mal ae...
- Tá, tranqüilo... eu tenho umas matérias para fechar mesmo... foi até bom ter cancelado.... tudo bem.
- Pó, ta vendo... tu é a gata! Demoro então... a gente se esbarra aí.... num bate-coxa desses da vida...
- Valeu “mano”. “Tamo aí”!

Profissão: repórter
Estado Civil: quase criando gatos – entenda-se: animais peludos, que não falam, miam!